sexta-feira, 5 de junho de 2009
Ah m'asseoir sur un banc cinq minutes avec toi
Et regarder les gens tant qu'y en a
Te parler du bon temps qu'est mort ou qui r'viendra
En serrant dans ma main tes p'tits doigts
Pis donner à bouffer à des pigeons idiots
Leur filer des coups d' pieds pour de faux
Et entendre ton rire qui lézarde les murs
Qui sait surtout guérir mes blessures
Te raconter un peu comment j'étais, mino
Les bombecs fabuleux
Qu'on piquait chez l'marchand
car-en-sac et Mintho
caramels à un franc
Les mistrals gagnants
A marcher sous la pluie cinq minutes avec toi
Et regarder la vie tant qu'y en a
Te raconter la Terre en te bouffant des yeux
Et parler de ta mère un p'tit peu
Et sauter dans les flaques pour la faire râler
Bousiller nos godasses et s' marrer
Et entendre ton rire comme on entend la mer
S'arrêter, repartir en arrière
Te raconter surtout les carambars d'antan
et les coco-boërs
Et les vrais roudoudous qui nous coupaient les lèvres
Et nous niquaient les dents
Les mistrals gagnants
A m'asseoir sur un banc cinq minutes avec toi
Et regarder l' soleil qui s'en va
Te parler du bon temps qu'est mort et je m'en fou
Te dire que les méchants c'est pas nous
Que si moi je suis barge, ce n'est que de tes yeux
Car ils ont l'avantage d'être deux
Et entendre ton rire s'envoler aussi haut
Que s'envolent les cris des oiseaux
Te raconter enfin qu'il faut aimer la vie
Et l'aimer même si
Le temps est assassin et emporte avec lui
les rires des enfants
Et les Mistral gagnants
Et les Mistral gagnants
Et regarder les gens tant qu'y en a
Te parler du bon temps qu'est mort ou qui r'viendra
En serrant dans ma main tes p'tits doigts
Pis donner à bouffer à des pigeons idiots
Leur filer des coups d' pieds pour de faux
Et entendre ton rire qui lézarde les murs
Qui sait surtout guérir mes blessures
Te raconter un peu comment j'étais, mino
Les bombecs fabuleux
Qu'on piquait chez l'marchand
car-en-sac et Mintho
caramels à un franc
Les mistrals gagnants
A marcher sous la pluie cinq minutes avec toi
Et regarder la vie tant qu'y en a
Te raconter la Terre en te bouffant des yeux
Et parler de ta mère un p'tit peu
Et sauter dans les flaques pour la faire râler
Bousiller nos godasses et s' marrer
Et entendre ton rire comme on entend la mer
S'arrêter, repartir en arrière
Te raconter surtout les carambars d'antan
et les coco-boërs
Et les vrais roudoudous qui nous coupaient les lèvres
Et nous niquaient les dents
Les mistrals gagnants
A m'asseoir sur un banc cinq minutes avec toi
Et regarder l' soleil qui s'en va
Te parler du bon temps qu'est mort et je m'en fou
Te dire que les méchants c'est pas nous
Que si moi je suis barge, ce n'est que de tes yeux
Car ils ont l'avantage d'être deux
Et entendre ton rire s'envoler aussi haut
Que s'envolent les cris des oiseaux
Te raconter enfin qu'il faut aimer la vie
Et l'aimer même si
Le temps est assassin et emporte avec lui
les rires des enfants
Et les Mistral gagnants
Et les Mistral gagnants
sábado, 16 de maio de 2009
Olá meu amigo que partiste!Escrevo-te porque tenho saudades tuas. Não sei que palavras hei-de escolher ou quais aquelas que poderão chegar com mais força até à porta do céu, pois acredito que estás num lugar melhor do que aquele em que vivemos. O meu coração chora a tua partida e por mais que o tempo passe, a ferida continua a sangrar! Sinto-me tão mal por não ter aproveitado melhor o tempo, por não ter vencido a timidez e ser suficientemente corajosa, enfrentando os meus medos e ignorando as minhas ilusões e dizer finalmente, que te amo, que te amei e que amar-te-ei para sempre. Há um recanto escuro e sombrio dentro de mim, está escondido e nem eu sei onde se esconde. Sei que a chave se perdeu há muito. Por detrás dessa porta, estás tu e todas as lembranças que me ligam a ti! Não sei porque ainda choro por ti mas a verdade é que me fazes falta. Hei de lembrar-me sempre do teu olhar meigo! Deve ser a única memória que se manterá viva!
Amigo, até sempre!
Um beijo
domingo, 3 de maio de 2009
Dia da Mãe!
Hoje é o Dia da Mãe!
De todas as mães que merecem sê-lo. Há algumas que não sabem sê-lo, outras são mãe e pai!
A minha soube sê-lo na perfeição, ainda hoje, quando olho para aqueles olhos castanhos, consigo ver a magia que transparece e o seu sorriso convida a entrar nesse mundo de fantasia que só ela sabe contar.
A minha Mãe é uma heroína porque soube educar os seus filhos com pouca instrução mas com muito amor! Sabíamos que as regras tinham de ser cumpridas, mas sabíamos que era para o nosso bem! Devo-lhe a vida em todos os sentidos! Fico-me por aqui pois nem sempre as palavras são a linguagem do coração, a minha é a do amor e como tal, fico-me pela expressão do grande amor que sinto pela pessoa mais importante do universo para mim: a Minha Mãe!
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me?
— às vezes ainda sou o menino que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas. Boa noite.
Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"
quarta-feira, 22 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Ao sr. Engenheiro
A nova canção dos Xutos e Pontapés foi rapidamente tomada como um grito de revolta dos portugueses, no entanto, os Xutos já fizeram saber que são contra o aproveitamento político desta canção e tão pouco partidários de qualquer movimento político! Mas a letra é de facto notável pelo seu realismo e encanto! Podemos até enquadrá-la num domínio musical muito peculiar que é o «canto de intervenção». Nomes como José Afonso (mais conhecido por Zeca Afonso), Adriano Correia de Oliveira ou Sérgio Godinho (uma lenda ainda viva!) são bem conhecidos na esfera político-cultural como sendo opositores ao Estado Novo!
Os Xutos e Pontapés, uma banda madura, que tem uma legião de fãs de todas as idades poderiam muito bem ser os novos "intervencionistas". De qualquer forma, aqui fica a canção e a letra é claro!!
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
EnganarDespedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
ConseguirEncontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganaro povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Sonho Oriental

Sonho-me às vezes rei, n'alguma ilha,
Muito longe, nos mares do Oriente,
Onde a noite é balsâmica e fulgente
E a lua cheia sobre as águas brilha...
O aroma da magnólia e da baunilha
Paira no ar diáfano e dormente...
Lambe a orla dos bosques, vagamente,
O mar com finas ondas de escumilha...
E enquanto eu na varanda de marfim
Me encosto, absorto n'um cismar sem fim,
Tu, meu amor, divagas ao luar,
Do profundo jardim pelas clareiras,
Ou descanças debaixo das palmeiras,
Tendo aos pés um leão familiar.
Antero de Quental, in "Sonetos"
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Hoje não é o dia da Amizade porque todos os dias devemos "celebrar" os nossso amigos! Mas hoje resolvi homenagear os meus amigos, que não são muitos, contam-se pelos dedos, mas são verdadeiros! Esta homenagem será feita através de um poema de Vinicius de Morais que exprime exactamente aquilo que para mim são os amigos! Tenho amigos que estão longe (fisicamente) mas estão sempre presentes no meu coração! Obrigada amigos por eu ter a felicidade de partilhar os meus dias convosco!! Um grande abraço para todos eles!
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor
que lhes devoto e a absolutanecessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências ....
alguns deles não procuro,
basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão ouvindo esta crônica
e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos
sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo,
andando comigo,
falando comigo,
vivendo comigo,
todos os meus amigos,
e, principalmente os que só desconfiam
ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
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Poemas
domingo, 5 de abril de 2009
Carta de um preso

Jura-me que serás fiel apenas ao sonho e à vida,
que não deixarás que as sombras do passado te impeçam de caminhar,
que serás forte como um rochedo, mas pura e inocente como uma criança,
que as tuas lágrimas tornar-se-ão puros cristais.
Jura-me que não deixarás morrer o nosso amor,
E que não vais esquecer o nosso primeiro beijo na sombra de uma macieira,
Nem do nosso primeiro encontro tímido no café da gare
e nem de todos os momentos que partilhámos.
Jura-me que nunca deixarás o nosso lar, nem quando as forças te faltarem,
Que em cada noite contarás uma história aos nossos filhos,
Que estarás lá quando eles precisarem de ti e
Que cuidarás dos nossos netos.
Jura-me que estarás aqui quando eu partir,
que me darás o último beijo,
que me abraçarás com toda a força do teu amor,
e que, por fim, depositarás uma rosa no meu regaço.
Amo-te,
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Para quando o acordo ortográfico?

Supostamente a partir do dia 1 de Janeiro de 2009, os falantes da nossa estimada Língua Portuguesa teriam de comecar a escrever segundo as regras (quanto à mim descabidas) do Acordo Ortográfico instituído em Dezembro de 1990. Muitas são as vozes dissonantes sobre a aplicação deste novo acordo. Uns acham que é um desperdício de energias e dinheiro, outro evocam a necessidade da unificação de uma língua universal como o português.
Julgo que o Acordo Ortográfico do ponto de vista pragmático é pouco viável e a sua aplicação terá muitas consequências negativas. Surgiu uma petição on-line contra o Acordo Ortográfico e o incrível é que o número de subscrições já superou as expectativas iniciais, ou seja mais de 100.000 assinaturas. Segundo Vasco Graça Moura, é a sociedade civil que parece mais sensível ao problema, ao contrário da comunidade académica, excepto algumas pessoas com algum bom-senso.
Tal facto pode ser explicado pela preocupação crescente da população portuguesa sobre a maneira correcta de escrever a Língua Portuguesa, porque provavelmente, as novas regras provocarão confusão e o caos ortográfico será enorme principalmente para aqueles cuja a ortografia sempre foi um conteúdo onde reprovaram. Ou seja, todo e qualquer esforço e empenho em fazer com que os alunos apreendam as regras ortográficas se tornará num trabalho inglório, pois tudo terá de ser feito de novo. No entanto, a aplicação do Novo Acordo Ortográfico nas escolas, segundo Vasco Graça Moura, consistirá, em grande parte, em adoptar regras que vão ao encontro de como muitos alunos escrevem, tendencialmente sem acentos, sem hífen, esquecendo as consoantes mudas como o h, etc.
Para quê uniformizar uma Língua com tantos séculos de história? Os Países Lusófonos tal como os seus habitantes e a sua Língua têm determinadas especificidades que são únicas e testemunham a sua evolução histórica. A Língua é um instrumento vivo que se modifica com a evolução dos tempos, ela necessita de crescer, evoluir, adaptar-se a novos termos da linguagem científica e tecnológica, mas nunca mutilá-la na sua essência, na sua origem histórica.
Não devemos deixar que à nossa estimada Língua seja cometidas tais atrocidades! Tal como disse o nosso grande poeta Fernando Pessoa "A Minha Língua é a Minha Pátria".
Sou contra o Novo Acordo Ortográfico pois sou contra esta forma de descaracterizar a nossa língua.
Assine a petição em http://emdefesadalinguaportuguesa.blogspot.com/.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Hoje
Foi hoje,
Hoje voltei a sonhar contigo,
Acordei exasperada a pensar
mais um sonho que parecia real,
ainda sinto o calor das tuas mãos,
achei que era sonho
mas sinto o coração a arder,
é uma loucura, bem sei
mas desde que partiste
que a minha lucidez me abandonou.
Toda a racionalidade
que residia em mim
tornou-se numa massa disforme de emoções e sensações.
Penso no que poderíamos ter sido
e não fomos,
Lembro com mágoa todos os momentos
que não foram nossos,
das horas que nos foram roubadas,
dos amores que te ocuparam o coração.
O teu amor não esperou por mim,
como um comboio que parte
e o passageiro acaba por perdê-lo
no último minuto.
Ainda quis apanhar esse comboio
e esperava,
na estação solitária do teu coração.
Muitos amores coloriram a tua vida
mas eu sei que a minha cor era
aquela que faltava no teu arco-íris.
Esta noite, vou adormecer para o sonho continuar
e pode ser...
que te traga de volta!
quinta-feira, 19 de março de 2009
Que venha a Primavera!
Dia 14 de Março, celebrei mais uma aniversário: 30 Primaveras!
Foi bom comemorar este aniversário junto dos meus amigos mais queridos e também junto do meu companheiro que está comigo no bom e no mau.
É engraçado que no meu dia de anos olhei-me ao espelho e deparei-me com um rosto jovem apenas com uma ruga de expressão (modéstia à parte). A verdade é que toda a mulher tem receio de se olhar ao espelho pois será confrontada com algo que não quer ver: a sua imagem envelhecida. Eu não me importo de envelhecer! Aliás, gostaria de envelhecer ao lado de quem amo e ter consciência da vida que tive.
Eu conheci pessoas que nunca irão envelhecer pois manter-se-ão sempre jovens no meu coração. Falo de pessoas que amei e que amo pois sei que não é a morte que nos impede de amar aqueles que já partiram e não estão conosco fisicamente.
A vida ensina-nos a viver com esperança mesmo depois de cada inverno há sempre uma primavera que chega sorridente, alegre e jovem que nos traz a vitalidade necessária mesmo que os nosssos ossos rangem como uma porta velha...
quinta-feira, 12 de março de 2009

No dia 12 de Março de 1945, morre de tifo e inanição, uma adolescente cujo diário popularizou-se no mundo inteiro, Anne Frank. Ela relatava os horrores da perseguição nazista contra os judeus. Ela e a família foram enviadas para um campo de concentração nazista depois do seu esconderijo ter sido denunciado por um vizinho.
O seu diário imortalizou esta jovem sonhadora que descobriu o amor pelo Peter, um jovem judeu que partilhava o anexo com a sua família. O seu diário personificado em Kitty continha tudo o que sentia, pensava e o que fazia. Kitty e,logo depois Peter eram seus únicos amigos dentro do Anexo Secreto.
É um livro repleto de emoções que vale a pena ler!
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Factos Históricos
terça-feira, 10 de março de 2009
Ainda sobre o chocolate e a vida...

CHOCOLATE QUENTE
Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.
Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente. Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes - de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:
- Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...
Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:
- Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza...
... e apreciai o vosso chocolate quente.
(autor desc.)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Forever Young, I wish i could
Lembram-se do single «Forever Young» dos Alphaville?
Aqui têm uma nova versão que ouvi hoje na Antena 3 do grupo
Youth Group. Um espectáculo!!!
Aqui têm uma nova versão que ouvi hoje na Antena 3 do grupo
Youth Group. Um espectáculo!!!
domingo, 8 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Apreciem a música e o poema, é claro!...
Se querer é pecado
Se amar-te é sacrilégio
Se ver-te é desafiar Deus
Então quero ser pecadora eternamente
Desejar-te é uma luta constante
Entre a paixão incandescente e o amor terno
Quero-te venerar
Nas areias do luar
Sentir os teus braços
Fortes como laços
Que me abraçam
Num fogo lento de sensualidade
Meu coração louco
De ti, apenas desejo o pouco
Que lhe podes ofertar.
Em carícias de desespero,
De sentimentos profundos,
Amar-te é minha delícia loucura
Quero, em mim, o sabor
Dos teus beijos colhidos no calor das macieiras.
Falo-te mas não me ouves
Aceno-te mas não me vês
Sinto-te mas tu estás desaparecido.
Matilde Goya
A Poesia Acontece...
O poder mágico do chocolate!!
Sabem o que me apetecia agora?
Um saboroso chocolate quente, com a sua espuma cremosa, com o seu odor adocicado a canela...
O chocolate é, provavelmente, uma das bebidas mais antigas, o seu aparecimento data entre 1100 e 1400 a.C. Já a civilização maia cultivava os grãos de cacau nos seus quintais para confeccionarem um líquido amargo.
O chocolate era apreciado tanto em cerimónias especiais como no dia-a-dia. Era conhecido como xocoatl e os maias temperavam-no com baunilha e pimenta. Acreditava-se, nessa altura, que o xocoatl era óptimo para combater o cansaço. De facto, eu também, quando me sinto cansada psicologicamente, adoro trincar uns quadradinhos de chocolate preto.
O chocolate não era para as posses de qualquer um, pois era um bem muito luxuoso, servindo de moeda de troca na sociedade pré-colombiana.
Este precioso líquido de aroma tão agradável só começou a ser posto nas mesas europeias quando os Espanhóis dominaram o povo asteca. Mas, claro que só quem o podia adquirir eram os membros da corte e da realeza.
Os Europeus, ao descobrirem as propriedades maravilhosas do chocolate, entre as quais anti-diarreico, trataram logo de começar a cultivar o cacau, obrigando os escravos nas suas plantações. (Ai vida ingrata! Há sempre alguém que é escravo).
Em 1657, os Britânicos tiveram oportunidade de consumirem o seu hot chocolat na primeira chocolateria, na Bishopsgate Street em Londres.
Em 1689, quando passeava pela Jamaica, o médico Hans Sloane provou o chocolate típico daquela região, mas não apreciou a bebida, mas quando misturou leite com chocolate, concluiu que tinha um sabor mais agradável. A fórmula viajou até Inglaterra fazendo sucesso com os irmãos Cadbury.
A popularidade do chocolate foi crescendo tal como o número de plantações nas Caraíbas, Extremo Oriente e África. O preço do chocolate começou a descer, tornando-se um bem cada vez mais acessível a todos.
Os impostos que se pagavam pela importação do cacau reduziram, em 1853, sendo que a Revolução Industrial deu uma grande ajuda no transporte deste produto.
O interesse geral no chocolate aumentou, principalmente, no seu fabrico, que numa fase inicial era reservado apenas aos boticários e aos químicos sendo que era considerado como uma espécie de medicina. Eles possuiam os conhecimentos e os equipamentos para aquecer, pesar e misturar os ingredientes. Até ao chocolate que comemos hoje, foi um pulinho...
Acerca das propriedades maravilhosas deste produto, nem vou falar que todos já sabemos!!
Por isso, aproveitem o fim-de-semana e vão dar um saltinho à Feira do Chocolate à Óbidos!!
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