Hoje, faço anos..
É bom saber que estou aqui para celebrar
o meu aniversário!
É bom saber que todos aqueles que amo
ainda partilham comigo a celebração
de um dia, em que numa madrugada fria de Março,
vi o sol nascer de uma nuvem!
Parabéns a mim e
Parabéns à minha mãe
que fez o sacríficio de me ter!!
domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Cântico Negro (José Régio)

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Às vezes, quando acordo de manhã
lembro-me de ti!
Nem sei porquê
já devias ter partido
mas não sei porquê
tu vens sempre parar à minha memória!
Sabes,
tenho inveja dos olhos incendiados de paixão
para quem olhavas,
do toque sedoso das tuas mãos,
do aconchego do teu coração!
Queria que soubesses
que me pesas no coração!
lembro-me de ti!
Nem sei porquê
já devias ter partido
mas não sei porquê
tu vens sempre parar à minha memória!
Sabes,
tenho inveja dos olhos incendiados de paixão
para quem olhavas,
do toque sedoso das tuas mãos,
do aconchego do teu coração!
Queria que soubesses
que me pesas no coração!
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Deixa-te ficar aqui
perto de mim,
perto dos meus olhos
para que te possam tocar.
Não vás para longe,
Não atires ao vento
nossas palavras
para que não quebrem
o encanto e a magia.
Fica aqui
peço-te,
há tantas janelas
que tu precisas de abrir
dentro de mim,
há cantos que esperam por ti,
pelo teu refúgio,
Anda, vem olha a vida
daqui
deste canto
Olha a beleza que nos rodeia,
olha o amor que nos espera,
Guarda o sonho e os corais
que te dei,
são o meu maior tesouro.
Não serás rico,
mas a tua felicidade
será mais valiosa que o ouro
Fica aqui,
amo-te tanto,
Não te vás embora
se tiveres que ir
volta depressa
estarei aqui.
perto de mim,
perto dos meus olhos
para que te possam tocar.
Não vás para longe,
Não atires ao vento
nossas palavras
para que não quebrem
o encanto e a magia.
Fica aqui
peço-te,
há tantas janelas
que tu precisas de abrir
dentro de mim,
há cantos que esperam por ti,
pelo teu refúgio,
Anda, vem olha a vida
daqui
deste canto
Olha a beleza que nos rodeia,
olha o amor que nos espera,
Guarda o sonho e os corais
que te dei,
são o meu maior tesouro.
Não serás rico,
mas a tua felicidade
será mais valiosa que o ouro
Fica aqui,
amo-te tanto,
Não te vás embora
se tiveres que ir
volta depressa
estarei aqui.
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Deixa-te ficar aqui...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Amanheceu o dia,
o Sol descobriu a tua pele morena
escondida debaixo da brancura do lençol
que esconde a tua nudez simples,
O teu rosto sereno e adormecido
O teu sorriso
perdido em sonhos
Os teus olhos
encerram o encanto e a magia
onde eu nunca poderei entrar!
Surges sempre
nas minhas noites de angústia e solidão,
onde os meus pensamentos são torrentes
que brotam de dentro de mim,
e que te chamam para junto de mim,
No meu corpo transparente
apenas vejo o sangue que me percorre,
que se mistura com a seiva da vida,
se pudesse travar a roda do tempo,
seria aquele momento único,
em que os nossos olhares se cruzaram,
que ficaria pintado a dourado
na face branca da lua!
Promete-me que o teu esquecimento
não recairá sobre mim,
que voltarás sempre...
sempre que eu sinta a tua falta,
sussurra-me no meu ouvido
as palavras que foram atiradas ao mar,
Olha-me como se nunca me tivesses visto antes,
para que o calor do teu olhar
seja o meu calor no Inverno da minha vida
Mata-me este amor impossível
que cresce dentro de mim,
como raízes profundas
Deixa-me ser a Julieta
para que o meu amor
não seja apenas
mais um grão de pó
neste universo!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Senti os teus passos...

Senti que os teus passos se afastavam de mim,
Deixei tudo para espreitar a tua sombra à janela.
Caminhavas lentamente para o mar.
Vieste pedir-me que deixasse de te amar
Mas não pude responder,
Presas as palavras, deixei soltar apenas um grito.
Senti que o mundo me expulsava com a marca do destino
E não lhe pude pedir que te visse mais uma vez.
Não sofreste? Seria cruel ver a tua dor sem a poder quebrar.
A vida sem ti não tem o sentido preciso como o de um relógio e
o meu amor já não possui o compasso inicial da nossa juventude.
Senti que toda a minha vida foi feita a pensar em ti,
E agora, um estranho vazio ocupa-me.
O sol bate na janela e deixa-me uma única certeza,
a de amar eternamente.
Deixei tudo para espreitar a tua sombra à janela.
Caminhavas lentamente para o mar.
Vieste pedir-me que deixasse de te amar
Mas não pude responder,
Presas as palavras, deixei soltar apenas um grito.
Senti que o mundo me expulsava com a marca do destino
E não lhe pude pedir que te visse mais uma vez.
Não sofreste? Seria cruel ver a tua dor sem a poder quebrar.
A vida sem ti não tem o sentido preciso como o de um relógio e
o meu amor já não possui o compasso inicial da nossa juventude.
Senti que toda a minha vida foi feita a pensar em ti,
E agora, um estranho vazio ocupa-me.
O sol bate na janela e deixa-me uma única certeza,
a de amar eternamente.
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