Sabem o que me apetecia agora?
Um saboroso chocolate quente, com a sua espuma cremosa, com o seu odor adocicado a canela...
O chocolate é, provavelmente, uma das bebidas mais antigas, o seu aparecimento data entre 1100 e 1400 a.C. Já a civilização maia cultivava os grãos de cacau nos seus quintais para confeccionarem um líquido amargo.
O chocolate era apreciado tanto em cerimónias especiais como no dia-a-dia. Era conhecido como
xocoatl e os maias temperavam-no com baunilha e pimenta. Acreditava-se, nessa altura, que o
xocoatl era óptimo para combater o cansaço. De facto, eu também, quando me sinto cansada psicologicamente, adoro trincar uns quadradinhos de chocolate preto.
O chocolate não era para as posses de qualquer um, pois era um bem muito luxuoso, servindo de moeda de troca na sociedade pré-colombiana.
Este precioso líquido de aroma tão agradável só começou a ser posto nas mesas europeias quando os Espanhóis dominaram o povo asteca. Mas, claro que só quem o podia adquirir eram os membros da corte e da realeza.
Os Europeus, ao descobrirem as propriedades maravilhosas do chocolate, entre as quais anti-diarreico, trataram logo de começar a cultivar o cacau, obrigando os escravos nas suas plantações. (Ai vida ingrata! Há sempre alguém que é escravo).
Em 1657, os Britânicos tiveram oportunidade de consumirem o seu hot chocolat na primeira chocolateria, na Bishopsgate Street em Londres.
Em 1689, quando passeava pela Jamaica, o médico Hans Sloane provou o chocolate típico daquela região, mas não apreciou a bebida, mas quando misturou leite com chocolate, concluiu que tinha um sabor mais agradável. A fórmula viajou até Inglaterra fazendo sucesso com os irmãos Cadbury.
A popularidade do chocolate foi crescendo tal como o número de plantações nas Caraíbas, Extremo Oriente e África. O preço do chocolate começou a descer, tornando-se um bem cada vez mais acessível a todos.
Os impostos que se pagavam pela importação do cacau reduziram, em 1853, sendo que a Revolução Industrial deu uma grande ajuda no transporte deste produto.
O interesse geral no chocolate aumentou, principalmente, no seu fabrico, que numa fase inicial era reservado apenas aos boticários e aos químicos sendo que era considerado como uma espécie de medicina. Eles possuiam os conhecimentos e os equipamentos para aquecer, pesar e misturar os ingredientes. Até ao chocolate que comemos hoje, foi um pulinho...
Acerca das propriedades maravilhosas deste produto, nem vou falar que todos já sabemos!!
Por isso, aproveitem o fim-de-semana e vão dar um saltinho à Feira do Chocolate à Óbidos!!